
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Simplicidade

E como sou absolutamente contra a mecanização, por isso não gosto (nem entendo) as jogadas estudadas durante a construção do jogo ofensivo, pois entendo que isso é eliminar a criatividade e a capacidade de decisão do atleta, pois as situações são diferentes e mutáveis de momento para momento, e NINGUÉM consegue prever totalmente uma situação antes de ela acontecer, certo?
Resumindo, além de ser mais difícil, mais complicado e demorar muito mais tempo a treinar este tipo de modelo de jogo, pois é preciso muita concentração e coordenação colectiva, acho que o espectáculo fica prejudicado, pois as equipas que jogam baseadas neste tipo de princípios de jogo, acabam por ser muito "mecânicas", "robotizadas", previsíveis e nada espectaculares...
Por isso, hoje baseio o meu treino (e logicamente o jogo) na tomada de decisão dos atletas, sem nunca esquecer obviamente os princípios definidos no nosso modelo de jogo, mas levando sempre a que o atleta escolha a melhor opção em cada momento, alicerçada na objectividade e criatividade, mas principalmente na simplicidade… pois quanto mais simples for a acção, mais probabilidade de sucesso terá…
Pedro Silva
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
UNIVERSALIDADE vs ESPECIFICIDADE

Pois bem, debrucei-me sobre o assunto e o que penso é o seguinte:
Sobre a UNIVERSALIDADE:
No entanto, acho que esta a evolução tem tido um pouco mais de relevância sobre o ponto de vista da organização defensiva do que ofensiva, pois se verificarmos, a grande evolução dos sistemas defensivos dos ultimos anos deve-se, em grande parte, a UNIVERSALIDADE táctica dos atletas, que, independentemente da zona da quadra onde se encontram, sabem (ou devem saber) quais são os principios defensivos da posição de fixo, pivot, ala (ou se quiserem, da 1ª, 2ª, 3ª, ... linha defensiva) definidos pelo modelo de jogo e que são comuns para toda a equipa.
Sobre a ESPECIFICIDADE:
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Prosports/Alter Ego

segunda-feira, 24 de novembro de 2008
25.000 visitas!!!

Agradeço a todos os que me acompanham diariamente, dando uma média de 50 visitinhas por dia (nada mau), e apesar de o meu tempo já não ser o mesmo e os meus artigos já não sairem com a mesma "frequência" de outrora... é fabuloso que as visitas continuem a crescer...
Deixo aqui mais uma vez o meu agradecimento e vou tentar, na medida do possível, continuar a dar o "meu" ponto de vista sobre esta apaixonante modalidade, e esperando como sempre com a vossa preciosa participação e colaboração para que possamos continuar a fazer do meu bloguezito um ponto de interesse e discussão sobre Futsal e não só...
Abraço a todos e continuem a aparecer...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Promoções Fantásticas de Natal

A ProSports está a efectuar Promoções Fantásticas de Natal com incríveis descontos até… 50 %!!!
Aproveite também a Liquidação de Stocks, onde a redução de preços chega aos 70 %!!!
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Pedro Silva inaugura Escola de Futsal.

Arranca no próximo dia 1 de Novembro a Escola de Futsal Pro Sports, aberta a todos os jovens que gostam de futsal de sexo masculino ou feminino, entre os 5 e os 15 anos.
A coordenação deste projecto está a cargo de Pedro Silva, actual Técnico do Invicta Futsal/Leões de Lapa, acompanhado por uma equipa de profissionais com formação cientifico-pedagógica e com larga experiência na modalidade - Professores de educação física e técnicos especializados em futsal.
Os treinos realizam-se aos sábados de manhã (9h00 às 12h00) no FOOTSPACE - Lugar de Santegãos, 4435 – 429 Rio Tinto.
Para mais informações visitar: http://www.efprosports.blogspot.com/
E-mail: geral@prosports.com.pt
Telefone: 222440952
Telemóvel: 934331543 (Pedro Silva)
in: futsalportugal
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Objectividade

Por exemplo, se virmos um jogo entre uma equipa que joga um futsal bonito, com excelentes movimentações e circulação de bola de nível superior, mas que tem dificuldades em criar situações de finalização, contra uma equipa fraca na circulação de bola e construção de jogo, mas objectiva, que coloca a bola na zona de finalização sempre que possível (nem que seja directamente do Guarda Redes), geralmente a equipa derrotada é a primeira, exactamente porque lhes o falta objectividade, isto é, definir o momento certo para colocar a bola na zona de finalização.
Pedro Silva
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
A técnica

Após continuar a analisar o atleta em questão, verifiquei que o atleta tinha, de facto, uma boa capacidade de condução de bola e de drible, no entanto tinha dificuldades ao nível do passe e da recepção, levando-me a concluir que afinal o atleta era fraco técnicamente, pois apesar de ser forte no drible, faltava-lhe o essencial e fundamental, o passe e a recepção, algo impossível para quem quer jogar Futsal ou para sequer haver um jogo de Futsal.
Então, a conclusão a que chego é que muitas das vezes as pessoas confundem a capacidade técnica com a capacidade de drible, pois para mim, um atleta evoluído tecnicamente é aquele que é forte na recepção de bola e no passe, independentemente de ter ou não capacidade de drible, ao invés do atleta que, parado, faz mil malabarismos com a bola ou finta a equipa toda adversária, mas que não consegue fazer a bola circular e assim jogar em equipa.
No entanto, é obvio que o atleta que tem capacidades “natas” de condução, domínio e drible de bola, tem vantagem “técnica” sobre os outros e até desenvolverá as suas capacidades de passe e recepção de bola mais rapidamente e terá uma maior possibilidade de atingir patamares superiores aos restantes, mas só e apenas se dominarem o “básico” do Futsal, o passe e a recepção de bola, caso contrário, irão para o grupo dos chamados “artistas de circo” que só fazem malabarismos e fintas para a bancada, mas que nunca conseguirão se tornar jogadores de Futsal.
Pensem nisto e opinem.
Abraço
terça-feira, 10 de junho de 2008
Pedro Silva de regresso ao Futsal Feminino.
Segundo o técnico, “depois da minha decisão em Novembro em sair da Escola de Gondomar (orientava a equipa sénior masculina), não esperava voltar… mas a amizade que tenho com a Daniela (Costa), aliado às saudades que tenho de treinar escalões de formação, do futsal feminino, e principalmente das "miúdas", que em conjunto comigo, iniciaram este projecto há 3 anos, fez-me repensar e a aceitar este desafio”, indicando ainda que “fico muito satisfeito em ver que os reforços da equipa sénior nos últimos 2 anos são provenientes da equipa júnior, o que me dá a certeza de que o projecto (Júnior) foi um sucesso, e agora, que terminou um outro ciclo, é necessário recomeçar outro com outras atletas provenientes de novas captações, e isso, agrada-me bastante”.
Apesar de tudo, o treinador vai continuar a treinar a equipa sénior masculina do Invicta Futsal, que é a “sua prioridade”, e que por isso “não poderá estar tão presente como seria ideal”, mas não está preocupado, pois a restante equipa técnica é, na opinião do técnico, “fabulosa”, e diz, “a Sónia (capitã da equipa sénior), que é um símbolo do clube é uma garantia de qualidade e experiência, enquanto que a Dani (Guarda Redes da equipa sénior) é uma técnica de Guarda Redes fantástica, ao nível das melhores nacionais” e que por isso não tem dúvidas de que o “sucesso está garantido”
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Será que o local onde se inicia o contra - ataque tem influência na sua eficácia?

Eis uma boa questão… se pensarmos que sim, visto que, à partida, quanto mais espaço os atletas tiverem para progredirem, terão obviamente também mais tempo para decidirem, pensarem e executarem a sua acção de contra-ataque eficazmente, é também verdade que quanto maior for o espaço entre baliza de finalização e o local onde se inicia o contra-ataque, mais tempo terão os adversários para recuperarem e assim susterem esta mesma acção, correcto?
Por isso, para mim, mais importante do que o local onde se inicia o contra-ataque, é o local onde o mesmo se finaliza que terá mais influência na sua eficácia, isto é, numa acção de contra-ataque o mais importante é ter a noção exacta do local onde sairá o último passe para a finalização, pois é este o barómetro do sucesso do contra-ataque.
Por exemplo: numa situação de 3 para 1, em que a bola é interceptada na zona da meia quadra e o único defensor está na zona da sua área, se o passe sair logo após a intercepção, o sucesso da acção é menor do que se o portador da bola transportar um pouco mais e efectuar o passe mais cerca de 8/10 metros mais à frente, visto que, se efectuar o passe de imediato, o portador (que fez a intercepção) dificilmente vai conseguir ter tempo para incorporar nessa acção ofensiva, passando de uma situação de 3 para 1 para uma situação de 2 para 1, sem nunca esquecer à acção do GR adversário... No entanto, se o portador da bola efectuar o passe 15/20 metros à frente (em cima ou dentro da área), também terá menos sucesso, pois o espaço para finalizar já é muito reduzido e pelos menos uma linha de passe ficará fechada (se for bem defendido)!
Fiz-me entender?
Espero que sim…
Abraço e pensem nisto…
Pedro Silva
sexta-feira, 25 de abril de 2008
A paixão...

E se pensarmos um pouco, de facto a paixão é (e tem de ser) o catalisador do desporto, pois sem isso…
Há dias ouvi o Paulo Bento a dizer (após a vitória sobre o Benfica por 5-3) que a equipa tinha efectuado aquela espectacular reviravolta na 2ª parte porque tinha jogado com o… coração, ora aí está um belo exemplo…
Sem falar da paixão do adepto, que é lógica, também o atleta tem que sentir paixão em tudo que faz, pois por muito bom que seja do ponto de vista técnico ou táctico e que até se empenhe bastante, se não colocar paixão no que faz, dificilmente atingirá o sucesso, pois será um jogador mecanizado e robotizado, um jogador sem alma…
Quanto aos treinadores, a situação é à mesma, ou seja, se não colocarem paixão no seu trabalho diário ou passarem a sua mensagem de forma amorfa, sem alma, seguramente que a equipa será o reflexo e imagem do treinador, com poucas probabilidades de ser bem sucedido.
Por isso, por muito profissionais que possamos ser ou nos tornar, e apesar de cada vez mais o desporto ser uma indústria, enquanto houver a paixão, o desporto manter-se-á sempre vivo e a mover multidões, pois se isso acabasse, acabaria o desporto.
Abraço e pensem nisto…
Pedro Silva
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Nem mais...

"Não trato os atletas de forma igual, trato todos com justiça, mas não de forma igual!"
Esta frase deu-me que pensar… e então ele passou a explicar:
"Em Portugal, a maioria dos treinadores cometem o erro em dizer que os atletas são todos iguais e que devem ser tratados todos da mesma forma, no entanto, isto é um erro crasso, pois os atletas que se empenham mais, que se preocupam com o bem estar da equipa, dos seus colegas e que cumprem o que é pedido pelo seu técnico têm obviamente que ser tratados de forma diferente dos que não o fazem…
Por isso, sou justo, e trato-os da forma que cada um merece, quem trabalha mais e melhor é logicamente mais beneficiado, e é importante o treinador demarcar perante a equipa essa mesma diferença".
Perante esta explicação… só uma resposta: Concordo a 100%!!!
Pensem nisto e opinem…
Abraço
Pedro Silva
sexta-feira, 28 de março de 2008
A importância de reconhecer as nossas limitações...

Por exemplo, se determinado jogador não tem como característica a velocidade, ao defender, esse atleta (naturalmente também com a ajuda do treinador) tem que desenvolver uma acção defensiva diferente de outro atleta que é mais rápido, adaptando assim, a sua limitação ao seu posicionamento defensivo.
Outro exemplo, se o atleta é destro e o seu pé esquerdo é muito fraco, obviamente que tem que treinar permanentemente o seu pé mais fraco para combater essa limitação, certo?
Por tudo isto, é que o jogador humilde tem sempre mais sucesso que o jogador que "se julga bom", pois os humildes reconhecem e tentam combater as suas limitações, trabalhando e aperfeiçoando tudo aquilo em que são limitados, e muitas vezes conseguem até erradicar completamente a suas debilidades, ao invés, dos “outros” que acham que não têm defeitos, julgando-se perfeitos, acabando por nunca evoluir e assim atingir o nível pretendido e possível.
Abraço.
Pensem nisto e opinem…
Pedro Silva
quinta-feira, 20 de março de 2008
Cooperação vs Competição?

Assim sendo, fica a pergunta: Como é possível trabalhar a competição e a cooperação entre atletas da mesma equipa?
É fácil…
O desejo de um atleta em competir com os outros da mesma equipa é no sentido de obter um estatuto mais elevado dentro do grupo, ou seja, demonstrar a sua importância na equipa, quer a nível comportamental, quer na execução correcta do modelo de jogo estabelecido, para que o treinador o considere um exemplo e uma das suas principais opções da EQUIPA. Assim sendo, o treinador terá que utilizar esta competição diária entre os atletas, como o principal catalizador da acção cooperativa, demonstrando que a mesma tem apenas um objectivo comum, a organização colectiva, porque só e apenas com a cooperação entre todos se conseguirá ter sucesso ao competir com outras equipas.
Por isso, o treinador tem que vincar, diariamente, a importância da entreajuda e da cooperação entre os seu atletas, pois por muito bem que um atleta cumpra, atinja os níveis pretendidos e até seja o melhor em tudo, se não ajudar os outros a atingirem o mesmo patamar e enveredar por uma atitude egoísta e individualista, JAMAIS atingirá o sucesso, pois NUNCA ninguém venceu jogos sozinho…
Resumindo, o treinador deve, por isso, fomentar e incutir diariamente aquilo ao que eu chamo de “competição cooperativa”, demonstrando que o sentido principal é alcançar objectivos comuns, e que só apenas um terá que sair sempre a ganhar…a EQUIPA!
Abraço e pensem nisto…
Pedro Silva
terça-feira, 11 de março de 2008
E o Guarda-Redes sou eu...

Realizou-se ontem, a penúltima jornada da 1ª fase da Liga Elite Games and Fun, Zona Norte.
Com a classificação praticamente definida, esta foi uma jornada um pouco atípica, com resultados algo surpreendentes.
Apesar de algumas equipas, se apresentarem algo desfalcadas, aproveitando para fazer descansar os seus atletas mais utilizados, para os Play ON e Play OFF, tivemos nesta jornada, duas surpresas.
A equipa do Valadim cumpriu, e goleou a equipa dos Linces, num resultado que acabou por ser demasiado dilatado, face às oportunidades falhadas pela equipa dos Linces.
A equipa do JNF, viu-se e desejou-se para conseguir chegar ao empate, face à equipa do Futsal Association, que apenas nos últimos minutos da partida, deixou escapar a vitória.
A segunda surpresa da jornada, foi protagonizada pela equipa do Chipidea, que impôs uma derrota aos All Blacks, que encontraram pela frente um GR inspirado, que além de realizar uma soberba exibição, ainda brilhou ao defender uma grande penalidade.
A fechar a jornada, a equipa do Núcleo, numa clara poupança de jogadores, conseguiu mesmo assim, golear o Gaia Cor Macotil, por uns expressivos 11::1."
Enfim, até me chamaram Benedito...
Portal: elitefutsal.com
segunda-feira, 10 de março de 2008
Concentração: Treinar para jogar!

O treinador, tem por isso a obrigação de incutir nos jogadores um nível alto de concentração durante todo o treino, no entanto, muitas vezes o que acontece é que nos treinos não exige concentração máxima aos atletas e depois no jogo quer que os atletas estejam ao mais alto nível de concentração… impossível.
Ou seja, o treinador tem que “exigir” sempre nos treinos o mais elevado nível de concentração aos seus atletas, igual ou superior ao que exige nos jogos, pois quanto mais aproximado do jogo for o treino, mais fácil será depois no jogo o atleta conseguir manter-se concentrado do primeiro ao último minuto. Ao invés, se a concentração não for treinada diariamente e o treinador deixar que os atletas levem os treinos na brincadeira, desconcentrados, jamais atingirão o nível de concentração que é fundamental para o jogo, isto porque, tudo que é feito no treino reflecte-se no jogo…
Resumindo, devemos então “educar” o atleta a encarar o treino como se de um jogo se tratasse e ensiná-lo a treinar sempre com a mesma disponibilidade que se tem no jogo, pois para se jogar a 100, tem-se que treinar a 120… se treinarmos a 80, não se pode exigir os 100…
Pensem nisto e opinem…
Abraço
Pedro Silva
domingo, 2 de março de 2008
Como analisar uma equipa adversária?

Abraço
Recolher informação:
- Tipo de piso e tamanho da quadra
- Observar aquecimento
- Nomes dos jogadores, números, equipa inicial e suplentes
- Características especiais do Sistema táctico e/ou Modelo de Jogo
- Características especiais relacionadas com os jogadores
- Zona (linha de marcação) onde defendem (alta, média ou baixa)
- Tipo de marcação (à zona, individual ou mista)
- Atitude e comportamentos defensivos (agressividade ou passividade)
- Tipo de construção de jogo (jogo lento ou rápido, passe curto ou longo (directo), com apoio de centro ou de ala)
- Jogadores de referência na organização ofensiva.
- Padrões colectivos estabelecidos na construção do jogo.
- Atitude da equipa quando recupera a bola (saída rápida e contra-ataque ou mais lenta com ênfase na posse de bola).
- Jogadores de 1ª referência na transição ofensiva.
- Qual o tipo de transição que o GR procura quando recupera a posse da bola (jogo rápido e directo ou lento para deixar subir e organizar)
- Erros de posicionamento quando a equipa perde a posse de bola
- Posicionamento e Espaços existentes quando a equipa perde a posse da bola.
- Se recorrem ou não a faltas tácticas.
- Tipo de construção de jogo (jogo lento ou rápido, passe curto ou longo (directo), com apoio de centro ou de ala)
- Jogadores de referência na organização ofensiva.
- Padrões colectivos estabelecidos na construção do jogo.
- Atitude da equipa quando recupera a bola (saída rápida e contra-ataque ou mais lenta com ênfase na posse de bola).
- Jogadores de 1ª referência na transição ofensiva.
- Qual o tipo de transição que o GR procura quando recupera a posse da bola (jogo rápido e directo ou lento para deixar subir e organizar)
- Erros de posicionamento quando a equipa perde a posse de bola
- Posicionamento e Espaços existentes quando a equipa perde a posse da bola.
- Se recorrem ou não a faltas tácticas.
- Tipo de movimentação nos lançamentos laterais, livres e cantos.
- Jogadores de referência nos livres e cantos.
- Locais para onde o passe ou remate é efectuado neste tipo de lance.
- Quantidade de jogadores que colocam nas barreiras e seu comportamento (saltam/não salta; saem/não saem).
- Numero de jogadores que defendem neste tipo de lances.
- Posicionamento que os jogadores ocupam neste tipo de lances.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Futsal de luto...
À família e amigos, deixo os meus mais sinceros sentimentos pelo momento de enorme tristeza.
Uma jovem de 22 anos, da equipa de futsal feminino do Desportivo das Aves, morreu, ontem, ao início da noite, quando a viatura em que as atletas seguiam entrou em despiste e embateu, violentamente, num poste de iluminação pública, na EN104 (Vila do Conde-Trofa). No acidente, ficaram ainda feridas três outras atletas da equipa, uma delas em estado grave.De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde, Joaquim Moreira, as quatro jovens seguiam na EN104, em Macieira da Maia, cerca das 20 horas, quando, a seguir a uma curva, a viatura entrou em despiste, acabando por embater, violentamente, de lado, num poste de iluminação pública. Com a violência do embate, o poste partiu.O piso molhado, com a chuva que caiu durante a tarde, e a curva apertada, numa estrada já de si perigosa, explicou Joaquim Moreira, terão estado na origem do acidente que vitimou a atleta.Na viatura seguiam quatro atletas da equipa feminina do Desportivo das Aves, que, de acordo ainda com o comandante, se deslocavam para Mindelo para assistir a um jogo da equipa de futsal da Associação Cultural e Desportiva de Mindelo (Vila do Conde), depois de terem jogado, durante a tarde, no pavilhão do clube, em Vila das Aves.
EM ESTADO DE CHOQUE
Quando os Bombeiros Voluntários de Vila do Conde chegaram ao local, explicou Joaquim Moreira, uma das jovens, que seguia no banco traseiro, atrás da condutora, encontrava-se já sem vida. A condutora e a ocupante da viatura que seguiam à frente estavam em estado de choque e uma quarta atleta do Desportivo das Aves, que viajava no banco traseiro, apresentava ferimentos com alguma gravidade, tendo sido desencarcerada pela equipa dos bombeiros.No local, estiveram três ambulâncias e uma viatura de desencarceramento dos Voluntários de Vila do Conde.As três atletas, com idades entre os 18 e os 22 anos, foram transportadas para o Hospital da Póvoa de Varzim, onde, à hora de fecho da nossa edição, permaneciam ainda em observação.
Fonte: Jornal de Notícias
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Jantar reuniu quase três dezenas de treinadores

O treinador tem sido um dos grandes impulsionadores da modalidade na região do Vale do Sousa, pois, para além destes jantares, tem organizado também acções de formação, como foi o caso a 2 de Junho, com uma acção de formação para treinadores de guarda-redes. “Tentei auxiliar os treinadores da região do Vale do Sousa, os quais considero estarem algo deficitários por estarem afastados do Grande Porto. Só que, infelizmente, apesar dos 32 convites que enviamos às equipas da região, acabaram por aparecer mais treinadores do Porto”, lamenta.
Pedro Silva (Invicta Futsal)
José Carlos e Gilberto Silva (Paróquia Penamaior femininos)
Carlos Rainho (Arreigada femininos)
Estela Torres (D. Aves feminino)
Zé Maria e Pataco (Arsenal Parada)
Paulo Bragança, Zé Luís e Mário Silva (Fatigados)
Henrique Passos (Santa Luzia)
Tiago Barros (Miramar)
João Rocha e José Maria (Leões da Lapa)
Paulo Sousa (Gondomar Futsal)
Carlos Machado e Tozé (Bom Pastor)
João Sousa (Arreigada masculinos)
João Fernandes (iniciados Arreigada)
José Meireles (Jovens Lamoso)
Óscar Pereira (ex-Oliveirense Futsal)
Delfim Pereira e Carlos Sousa (Casa Benfica Paredes)
Reinaldo (Dínamo 80)
António Magalhães (AM Granja juvenis)
Bruno Teixeira (Alfa Académico veteranos)"
Fonte: o norte desportivo
sábado, 16 de fevereiro de 2008
A (DE)FORMAÇÃO...
Por isso, hoje vou falar um pouco sobre o que defendo e de como se deve trabalhar, na minha opinião, os atletas mais pequenos (Escolas e Infantis), ou seja, a iniciação.
Eu acho que nestas idades, o trabalho deve incidir sobre a coordenação motora e principalmente sobre a capacidade técnica (controlo da bola, passe e recepção), pois só é possível haver "jogo" se os atletas conseguirem PASSAR e RECEBER a bola.
Assim sendo, creio que o melhor é fazer muitos jogos lúdicos SEMPRE COM BOLA, sem grandes condicionalismos tácticos, de preferência jogos reduzidos, pois assim também evoluem a velocidade de reacção e execução, no entanto, é conveniente terem já uma pequena noção táctica, e parece-me que o sistema 3.1 é o mais conveniente para a iniciação, pois é fácil e trabalha-se todas posições existentes em futsal (Fixo, Ala e Pivot).
- Exercícios de coordenação motora (15 em 15 dias)
20 mts – Organização táctica (movimentação e organização ofensiva e defensiva) e finalização (começando com um exercício básico para iniciação da percepção táctica e zonas de finalização de 3.1, que se deve posteriormente explorar de forma a ir evoluindo para as movimentações básicas…)
5 mts – Recuperação activa (alongamentos, corrida muito lenta (2 voltas), etc)
2º treino:
45 mts - Jogo
5 mts – Recuperação activa
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Como "treinar" a mente.

De que importa saber muito sobre aspectos técnico-tacticos, se por exemplo, não consigo motivar os atletas, fazê-los compreender aquilo que eu quero para a equipa, diminuir ou erradicar a ansiedade pré-competitiva dos atletas antes dos jogos ou libertá-los da pressão do e durante o jogo?
Um treinador que não consiga fazer isto, jamais terá o mínimo de sucesso na sua função!
Por isso defendo que os treinadores devem estudar e procurar saber cada vez mais sobre o comportamento psicológico para assim saberem como lidar com as mais diversas situações deste tipo, mas principalmente para saberem “treinar” a mente dos atletas, pois um atleta forte e preparado do ponto de vista psicológico, mesmo que do ponto de vista técnico-tactico e físico esteja mais fraco, poderá ter algum sucesso, situação impossível caso a situação seja inversa…
Acho também que os treinadores devem, primeiro de tudo, conhecer bem as personalidades dos seus atletas, para saberem como lidar com cada um deles nas mais diversas situações, pois é um erro pensar que todos são iguais e se deve agir sempre da mesma maneira, quando as personalidades são todas muito distintas, pois por exemplo se existem atletas que necessitam de ser estimulados, outros, pelo contrário, necessitam de estar mais relaxados, para conseguirem um óptimo estado de activação para a competição.
Mas, acima de tudo, os treinadores têm que “treinar” as mentes dos atletas, de forma a prepará-los para a exigência da competição, como? Eu dou um exemplo, se queremos habituar os atletas a lidar com a “pressão” competitiva, devemos fazer “treinos de simulação”, isto é, simular situações que acontecem durante o jogo, fazendo com que os atletas pratiquem sob pressão e aprendam a responder de forma correcta quando se sentem nervosos. Phill Jackson, treinador vencedor da NBA, geralmente encerrava os treinos com uma situação de jogo. Por exemplo, ele propõe a equipa: “Vocês estão com a bola e estão perdendo por dois pontos, faltando 30 segundos para o final”. Ou “Vocês estão a ganhar por um ponto restando apenas cinco segundos de jogo e a outra equipa tem a bola”. Portanto, ele não apenas ensina seus jogadores as melhores estratégias para usar nessas situações de pressão, mas também permite que eles ganhem confiança nos momentos cruciais do jogo.
Da mesma maneira, equipas de futsal podem praticar variações, como por exemplo: “treino de dois minutos”. Faltando dois minutos para acabar a partida os atletas passam a se familiarizar com situações de pressão e com isso podem desenvolver confiança na execução de jogadas estratégias adequadas para situações específicas.
Desta forma, é certo que o rendimento dos atletas (e da equipa) melhorará de forma concreta, pois ficarão seguramente muito mais preparados para lidar com as situações reais durante o jogo!
Pensem nisto e opinem…
Abraço
Pedro Silva
sábado, 2 de fevereiro de 2008
A realidade dos objectivos.

Quando definimos e apresentamos o nosso objectivo a toda equipa (direcção incluída), devemos ter noção da realidade e não pedir algo que à partida achemos impossível, pois nada é mais frustrante para um atleta do que “falhar”, e desta forma, poder-se-á comprometer toda uma época devido a uma má análise inicial e a uma apresentação de um objectivo irrealista.
Por exemplo, se temos uma equipa boa mas que achamos não ter capacidade suficiente para ser campeã, no entanto, de forma a dar motivação e ambição à equipa no início da época, definimos como objectivo principal o título de campeão.
Na minha opinião isto é totalmente errado, visto que vamos colocar uma pressão excessiva nos atletas sem que haja condições para isso, e se, a equipa não conseguir vencer alguns jogos e se começar a distanciar do objectivo colocado pelo seu treinador, a frustração vai crescer e em termos anímicos poderão atingir níveis difíceis de controlar e contrariar, levando a um baixo rendimento dos atletas, e por sua vez, a redefinir os objectivos para a lutar para não descer…
Creio que, nesta situação em concreto, o mais correcto seria definir um lugar classificativo que achemos atingível, pois caso o consigamos alcançar, teremos uma sensação fabulosa de objectivo cumprido, reforçando-nos a auto estima e níveis de confiança., e caso o consigamos atingir ainda no decorrer da época, poderemos então aí redefinir o objectivo para um pouco mais acima e, visto que a confiança é extrema e a mente controla o corpo… talvez se consiga superar os objectivos e tornar uma equipa campeã.
Em resumo, devemos ser ambiciosos e tentar sempre atingir o topo, e esta deve ser nossa postura, seja no desporto ou na vida, e sem dúvida deve ser o nosso objectivo principal e é nisso que devemos trabalhar diariamente, no entanto, devemos ter consciência da realidade, pois tal dizem os velhos ditados: ”não se deve dar um passo maior do que a perna” ou “quanto mais alto, maior é o tombo”!
Pedro Silva
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Conceitos de planificação...
Existem treinadores que observam todos os adversários de forma a estudar os seus pontos fortes e fracos, e depois, em seguimento dessa análise, planificam as unidades de treino semanais apenas em função da forma de jogar do adversário com o objectivo a anular esses pontos.
Por outro lado, existem os treinadores que nunca observam as equipas adversárias, pois acham que é desnecessário e uma perda de tempo, visto que, acham apenas que o importante é desenvolver um modelo de jogo que, do ponto de vista defensivo, seja capaz de anular todas as acções e estratégias ofensivas adversárias e, do ponto de vista ofensivo, seja capaz de criar sempre desequilíbrios contra qualquer organização defensiva adversária.
Do meu ponto de vista, acho que o ideal é o equilíbrio entre estas duas formas de planificação, ou seja, é importante conhecer os adversários, para saber quais são os seus pontos fortes e fracos, bem como os lances estratégicos e os jogadores que poderão desequilibrar, no entanto, é muito importante ser fiel ao nosso modelo e princípios de jogo, caso contrário, poderemos correr o risco de ao planificar apenas em função do modelo de jogo adversário, estarmos a mudar constantemente os nossos princípios de jogo e desvirtuar a nossa identidade, jamais conseguindo a consolidação do nosso modelo de jogo durante toda uma época…
Pensem nisto e opinem…
Abraço
Pedro
sábado, 12 de janeiro de 2008
Questões...

Recentemente ouvi na Rádio Antena 3, que um miúdo de 16 anos, foi expulso num jogo de futebol (11) por ter cabeceado (violentamente) um seu adversário e não satisfeito com o vermelho directo admoestado, cuspiu no árbitro do encontro.
O que pode e deve um treinador de futebol para controlar estas situações (isoladas) para que estas atitudes não passem para o seio da equipa?
Pergunto eu, HÁ ESPÍRITO E ACTIVIDADE FÍSICA NAS NOSSAS CRIANÇAS / JOVENS / ADOLESCENTES?
Estarão as crianças/jovens adolescentes de hoje a praticar desporto (s) de qualidade e na(s) quantidade certas?
Pois bem, relativamente a esta situação em concreto, eu se fosse o treinador do miúdo agiria da seguinte forma:
Conversava com ele a sós e tentava compreender o porquê daquela reacção e fazia-o entender o quanto a sua atitude prejudicou a equipa e principalmente a ele próprio, e logicamente que teria que o castigar de forma exemplar pela sua acção (que depois junto com a restante equipa técnica e direcção seria decidido) e fazia com que o atleta pedisse desculpa a todos os colegas, prometendo que seria a 1ª e única vez que tal aconteceria, caso contrário, deixaria de fazer parte do grupo.
Eu creio que todos merecem uma segunda oportunidade, e por isso esta seria na minha opinião, a forma mais correcta e pedagógica de lidar com a situação, no entanto, a disciplina é essencial para que um grupo funcione correctamente e acho que é importante que o atleta sinta a responsabilidade do seu acto e que não haverá lugar a uma 3ª oportunidade.
Creio que desta forma o atleta iria sentir-se responsabilizado pela sua acção e comprometido para com o treinador e restante grupo, que sentiria também que estas situações seriam sempre punidas de forma exemplar e imediata.
Quanto ao resto, relativamente ao "espírito desportivo", eu pessoalmente acho que é tudo muito variável, pois depende muito também da personalidade dos atletas, treinadores, dirigentes, da "cultura "do clube e do meio onde está inserido, e por isso, é impossível responder concretamente a essa questão, mas sinceramente acho que, na globalidade, os treinadores e dirigentes tentam passar uma mensagem positiva e desportista aos atletas, no entanto, por vezes as suas acções são contraditórias para com o que dizem, pois infelizmente para a maioria o importante é ganhar, e as pessoas por vezes acabam por agir de forma muito diferente do que dizem...
Quanto à se crianças/jovens adolescentes de hoje estão a praticar desporto (s) de qualidade e na (s) quantidade certas? Bem...eu acho que já muito se melhorou na última década, pois há cada vez menos "Treinadores de Tasco" (como diz o colega Francisco Fradilha) e já existe uma preocupação maior dos clubes em encontrar treinadores mais competentes, e também uma maior preocupação dos treinadores em querer evoluir, o que nos dá uma maior tranquilidade e segurança no presente e futuro, no entanto, ainda falta percorrer um caminho muito longo para que atinjamos o nível ideal...
Além dos treinadores que se estão a formar agora nos últimos anos, creio que os atletas de agora e que serão os treinadores do futuro é que irão mudar definitivamente esta situação, pois não nos esqueçamos que o Futsal ainda é uma modalidade muito recente e que ainda não existe na formação, um histórico muito grande de treinadores com uma mentalidade pedagógica e com a visão de que a formação existe essencialmente para ensinar a modalidade, qual a forma correcta de efectuar o passe, a recepção, as movimentações, etc, etc, ao contrário do ganhar de qualquer forma e seja de que maneira for...
Quanto à quantidade, eu acho que infelizmente os jovens portugueses deviam praticar mais desporto, pois já quase não se vêm miúdos a jogar a bola na rua como "no nosso tempo", preferindo as Playstations, Pc's, etc e isso é algo que me preocupa, pois a obesidade infantil continua a crescer de forma incontrolável, no entanto, também me preocupa o seguinte, o trabalho de alguns treinadores que, por formação incorrecta, mau planeamento ou desconhecimento, efectuam cargas físicas exageradas, incorrectas e desenquadradas a miúdos, principalmente nos escalões mais jovens, e que mais tarde irão sofrer, por exemplo, atrofias ou lesões graves nos músculos, ou o fenómeno de sub-rendimento, devido a esta situação muito preocupante.
sábado, 5 de janeiro de 2008
10.000 VISITAS!!!
Mais do que isso, jamais pensei receber tantos e-mails diariamente (inclusive de pessoas de outros países), comentários, críticas e opiniões sobre os meus artigos e sobre a minha forma de ver o Futsal.
É fabuloso saber que, uma quantidade tão grande de pessoas, visita e lê o meu humilde blog e que por vezes me abordam pessoalmente na rua, desde treinadores dos mais diversos níveis e equipas, atletas, jornalistas, estudantes ou simplesmente pessoas que gostam de acompanhar a modalidade, e me dizem que são visitantes assíduos e felicitam-me, opinam, criticam ou pedem-me apoio sobre algo, deixando-me simplesmente fascinado, e sobretudo, muito, muito satisfeito!!!
Obrigado a todos e podem sempre contar comigo no que for preciso para ajudar na evolução desta modalidade que todos tanto gostámos, e, por favor, continuem a colaborar para que todos possamos partilhar as nossas experiências e vivências que nos tornarão melhores treinadores, atletas ou adeptos, e seguramente melhores pessoas.
Abraço e agora é rumo as 20.000…