"O ato da conquista de um grande sonho reflete o sucesso nas lutas diárias para alcançá-lo." - Kléber Novartes

quinta-feira, 24 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

A técnica

Sempre que tenho oportunidade, tento acompanhar jogos de vários escalões e divisões distintas de forma anónima, tipo “penetra”, pois acho que se evolui e aprende bastante ao conviver com todas as diferentes realidades.

Num destes dias, enquanto assistia a um jogo de Juvenis, escutei por acaso uma conversa entre dois treinadores, que particularmente me chamou a atenção, pois após um jogador ter efectuado um drible sobre dois adversários, os “misters” automaticamente o qualificaram de “tecnicamente evoluído”, levando-me apensar se seria correcta esta avaliação? Após uma análise, cheguei a uma conclusão, que falarei mais abaixo…

Após continuar a analisar o atleta em questão, verifiquei que o atleta tinha, de facto, uma boa capacidade de condução de bola e de drible, no entanto tinha dificuldades ao nível do passe e da recepção, levando-me a concluir que afinal o atleta era fraco técnicamente, pois apesar de ser forte no drible, faltava-lhe o essencial e fundamental, o passe e a recepção, algo impossível para quem quer jogar Futsal ou para sequer haver um jogo de Futsal.

Então, a conclusão a que chego é que muitas das vezes as pessoas confundem a capacidade técnica com a capacidade de drible, pois para mim, um atleta evoluído tecnicamente é aquele que é forte na recepção de bola e no passe, independentemente de ter ou não capacidade de drible, ao invés do atleta que, parado, faz mil malabarismos com a bola ou finta a equipa toda adversária, mas que não consegue fazer a bola circular e assim jogar em equipa.

No entanto, é obvio que o atleta que tem capacidades “natas” de condução, domínio e drible de bola, tem vantagem “técnica” sobre os outros e até desenvolverá as suas capacidades de passe e recepção de bola mais rapidamente e terá uma maior possibilidade de atingir patamares superiores aos restantes, mas só e apenas se dominarem o “básico” do Futsal, o passe e a recepção de bola, caso contrário, irão para o grupo dos chamados “artistas de circo” que só fazem malabarismos e fintas para a bancada, mas que nunca conseguirão se tornar jogadores de Futsal.

Pensem nisto e opinem.
Abraço

Pedro Silva

terça-feira, 10 de junho de 2008

Pedro Silva de regresso ao Futsal Feminino.

Pedro Silva, que durante alguns anos foi o coordenador e treinador das equipas femininas (Sénior e Júnior) da Escola de Gondomar e que nas últimas épocas orientou equipas masculinas, está de regresso ao futsal feminino e à equipa gondomarense, para orientar a equipa júnior.

Segundo o técnico, “depois da minha decisão em Novembro em sair da Escola de Gondomar (orientava a equipa sénior masculina), não esperava voltar… mas a amizade que tenho com a Daniela (Costa), aliado às saudades que tenho de treinar escalões de formação, do futsal feminino, e principalmente das "miúdas", que em conjunto comigo, iniciaram este projecto há 3 anos, fez-me repensar e a aceitar este desafio”, indicando ainda que “fico muito satisfeito em ver que os reforços da equipa sénior nos últimos 2 anos são provenientes da equipa júnior, o que me dá a certeza de que o projecto (Júnior) foi um sucesso, e agora, que terminou um outro ciclo, é necessário recomeçar outro com outras atletas provenientes de novas captações, e isso, agrada-me bastante”.

Apesar de tudo, o treinador vai continuar a treinar a equipa sénior masculina do Invicta Futsal, que é a “sua prioridade”, e que por isso “não poderá estar tão presente como seria ideal”, mas não está preocupado, pois a restante equipa técnica é, na opinião do técnico, “fabulosa”, e diz, “a Sónia (capitã da equipa sénior), que é um símbolo do clube é uma garantia de qualidade e experiência, enquanto que a Dani (Guarda Redes da equipa sénior) é uma técnica de Guarda Redes fantástica, ao nível das melhores nacionais” e que por isso não tem dúvidas de que o “sucesso está garantido”

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Será que o local onde se inicia o contra - ataque tem influência na sua eficácia?

Recebi um mail da Liliana Carneiro da Escola Secundária D. Dinis, que frequenta o Curso Tecnológico de Desporto (12ºano) onde para concluir o curso, ela e o seu grupo têm que realizar uma Prova de Aptidão Tecnológica, com o tema " Será que o local onde se inicia o contra - ataque tem influência na sua eficácia" tudo isto relaccionado com o futsal, pedido-me a minha opinião sobre o tema, ao qual eu tive todo o gosto em o fazer...

Será que o local onde se inicia o contra - ataque tem influência na sua eficácia?

Eis uma boa questão… se pensarmos que sim, visto que, à partida, quanto mais espaço os atletas tiverem para progredirem, terão obviamente também mais tempo para decidirem, pensarem e executarem a sua acção de contra-ataque eficazmente, é também verdade que quanto maior for o espaço entre baliza de finalização e o local onde se inicia o contra-ataque, mais tempo terão os adversários para recuperarem e assim susterem esta mesma acção, correcto?

Por isso, para mim, mais importante do que o local onde se inicia o contra-ataque, é o local onde o mesmo se finaliza que terá mais influência na sua eficácia, isto é, numa acção de contra-ataque o mais importante é ter a noção exacta do local onde sairá o último passe para a finalização, pois é este o barómetro do sucesso do contra-ataque.

Por exemplo: numa situação de 3 para 1, em que a bola é interceptada na zona da meia quadra e o único defensor está na zona da sua área, se o passe sair logo após a intercepção, o sucesso da acção é menor do que se o portador da bola transportar um pouco mais e efectuar o passe mais cerca de 8/10 metros mais à frente, visto que, se efectuar o passe de imediato, o portador (que fez a intercepção) dificilmente vai conseguir ter tempo para incorporar nessa acção ofensiva, passando de uma situação de 3 para 1 para uma situação de 2 para 1, sem nunca esquecer à acção do GR adversário... No entanto, se o portador da bola efectuar o passe 15/20 metros à frente (em cima ou dentro da área), também terá menos sucesso, pois o espaço para finalizar já é muito reduzido e pelos menos uma linha de passe ficará fechada (se for bem defendido)!

Fiz-me entender?

Espero que sim…


Abraço e pensem nisto…

Pedro Silva

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A paixão...

Por muito que o desporto seja cada vez mais um negócio do que um espectáculo e que todos sejam também cada vez mais profissionais, é indesmentível que o que faz mover todos os intervenientes é essencialmente a paixão…

E se pensarmos um pouco, de facto a paixão é (e tem de ser) o catalisador do desporto, pois sem isso…

Há dias ouvi o Paulo Bento a dizer (após a vitória sobre o Benfica por 5-3) que a equipa tinha efectuado aquela espectacular reviravolta na 2ª parte porque tinha jogado com o… coração, ora aí está um belo exemplo…

Sem falar da paixão do adepto, que é lógica, também o atleta tem que sentir paixão em tudo que faz, pois por muito bom que seja do ponto de vista técnico ou táctico e que até se empenhe bastante, se não colocar paixão no que faz, dificilmente atingirá o sucesso, pois será um jogador mecanizado e robotizado, um jogador sem alma…

Quanto aos treinadores, a situação é à mesma, ou seja, se não colocarem paixão no seu trabalho diário ou passarem a sua mensagem de forma amorfa, sem alma, seguramente que a equipa será o reflexo e imagem do treinador, com poucas probabilidades de ser bem sucedido.

Por isso, por muito profissionais que possamos ser ou nos tornar, e apesar de cada vez mais o desporto ser uma indústria, enquanto houver a paixão, o desporto manter-se-á sempre vivo e a mover multidões, pois se isso acabasse, acabaria o desporto.

Abraço e pensem nisto…
Pedro Silva