
E se pensarmos um pouco, de facto a paixão é (e tem de ser) o catalisador do desporto, pois sem isso…
Há dias ouvi o Paulo Bento a dizer (após a vitória sobre o Benfica por 5-3) que a equipa tinha efectuado aquela espectacular reviravolta na 2ª parte porque tinha jogado com o… coração, ora aí está um belo exemplo…
Sem falar da paixão do adepto, que é lógica, também o atleta tem que sentir paixão em tudo que faz, pois por muito bom que seja do ponto de vista técnico ou táctico e que até se empenhe bastante, se não colocar paixão no que faz, dificilmente atingirá o sucesso, pois será um jogador mecanizado e robotizado, um jogador sem alma…
Quanto aos treinadores, a situação é à mesma, ou seja, se não colocarem paixão no seu trabalho diário ou passarem a sua mensagem de forma amorfa, sem alma, seguramente que a equipa será o reflexo e imagem do treinador, com poucas probabilidades de ser bem sucedido.
Por isso, por muito profissionais que possamos ser ou nos tornar, e apesar de cada vez mais o desporto ser uma indústria, enquanto houver a paixão, o desporto manter-se-á sempre vivo e a mover multidões, pois se isso acabasse, acabaria o desporto.
Abraço e pensem nisto…
Pedro Silva